Grupo Operativo em Centros de Atenção Psicossocial na opinião de psicólogas

Thays Maria do Nascimento, Wedna Cristina Marinho Galindo

Resumo


A pesquisa teve como objetivo compreender os sentidos que psicólogas, coordenadoras de Grupos Operativos em Centros de Atenção Psicossocial (Caps), atribuem a essa atividade. O Grupo Operativo, formulação teórico-metodológica de Pichon-Rivière, tem assumido papel significativo no Brasil, sendo preconizado pelo Ministério da Saúde como atividade a ser desenvolvida nos Caps. Esta é uma pesquisa qualitativa descritiva da qual participaram cinco psicólogas coordenadoras de grupos em Caps. Entrevistas individuais foram realizadas e posteriormente transcritas e analisadas. Os resultados indicam que o trabalho com grupos em Caps está muito distante dos fundamentos teóricos e metodológicos do Grupo Operativo. Há referências a conceitos, mas desarticulados de seus fundamentos. Determinações externas ao Caps, geralmente por gestores, impõem-se à rotina. As psicólogas referem aprendizagem para o trabalho, na própria rotina, denunciando fragilidades na formação acadêmica e em orientações por parte de gestores. Estudos posteriores merecem aprofundar aspectos descritos nesta investigação.

Palavras-chave: Saúde Mental. Centros de Atenção Psicossocial. Psicologia. Grupo Operativo.


Palavras-chave


Saúde Mental. Centros de Atenção Psicossocial. Psicologia. Grupo Operativo.

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