Sem-terra com terra: Resistências cotidianas no assentamento de Araras-SP

Caroline Cristiane Sousa, Marcia Hespanhol Bernardo

Resumo


O presente artigo pretende contribuir para o debate sobre o direito à terra e para a discussão relativa à centralidade dos movimentos sociais do campo, trazendo elementos de uma pesquisa de doutorado realizada em um assentamento localizado na cidade de Araras-SP. Neste artigo, será apresentado um recorte dessa pesquisa, dando ênfase à discussão sobre as possibilidades de resistências cotidianas encontradas nesse contexto. O estudo foi desenvolvido partir do método etnográfico e a análise das informações coletadas em campo foi realizada com base nos pressupostos teóricos da Psicologia Comunitária. Os resultados da pesquisa indicam que os processos de articulação coletiva são centrais para a organização produtiva e o principal elemento que sustenta a permanência dos(as) assentados(as) na terra. Portanto, o fortalecimento dessas duas esferas – a organização produtiva e a organização social – é determinante para a prosperidade do assentamento e para a permanência desse coletivo de assentados(as) em seus lotes.

Palavras-chave: Psicologia rural. Organização social. Movimentos sociais. Resistência cotidiana. 


Palavras-chave


Psicologia rural. Organização social. Movimentos sociais. Resistência cotidiana.

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