Judicialização de vidas indignas: o caso da Unidade Experimental de Saúde em São Paulo

Cássia Rosato, Pedro de Oliveira Filho

Resumo


O presente artigo objetiva problematizar a criação e manutenção da Unidade Experimental de Saúde (UES) de São Paulo. Trata-se de uma instituição destinada à internação de jovens autores de atos infracionais diagnosticados com transtornos de personalidade e/ou periculosidade. A partir dos conceitos de homo sacer e Estado de exceção de Agamben e das noções de tecnologia disciplinar, periculosidade e racismo de Estado de Foucault, este trabalho analisa o modo como a vida de jovens que cometeram atos infracionais tem sido conduzida na contemporaneidade. Para tanto, utiliza matérias do jornal Folha de São Paulo (FSP), no período de 2010 até o primeiro semestre de 2015 e atualiza a situação da UES. Nesse sentido, entende-se que a UES reativa técnicas de assujeitamento e encarceramento de pessoas, judicializando vidas consideradas indignas. Ao mesmo tempo, impede que novas formas de intervenção e tratamento sejam elaboradas e implementadas para esses jovens.


Palavras-chave


Judicialização. Juventude. Periculosidade. Unidade Experimental de Saúde.

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