EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL: O POTENCIAL DA RELIGIÃO COMO AGENTE FORMADOR EM UBERLÂNDIA-MG.

Autores

Resumo

Este estudo explora o papel da religião e das instituições religiosas, em Uberlândia/MG, como espaços de Educação Ambiental não formal, considerando sua representatividade populacional e influência comunitária. A pesquisa fundamenta-se na Geografia da Religião e na Política Nacional de Educação Ambiental, buscando identificar ações já implementadas, mapear o potencial das igrejas evangélicas e propor estratégias de engajamento ambiental voltadas especialmente às novas gerações. O estudo delimitou-se à Segunda Igreja Presbiteriana de Uberlândia e à Shalom Comunidade Cristã, campus sede, avaliando suas estruturas organizacionais e pedagógicas (Escola Bíblica Dominical e Ministérios Infantil e de Adolescentes) como ambientes propícios à formação da tomada da consciência ecológica. Destaca-se que a juventude evangélica, representa um público estratégico para a difusão de práticas sustentáveis.   Além disso, a concentração de igrejas em áreas periféricas revela potencial emancipatório da Educação Ambiental (EA), fortalecendo o senso de pertencimento comunitário e estimulando ações voltadas à preservação ambiental. Conclui-se que a convergência entre princípios bíblicos de cuidado com a criação e os fundamentos da EA   legitima o diálogo entre fé e sustentabilidade, posicionando as igrejas como agentes relevantes de transformação socioambiental.

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Biografia do Autor

Marcelo José Pereira, Universidade Federal de Uberlândia

Graduado em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (2007), mestre em Qualidade Ambiental pela Universidade Federal de Uberlândia (2018), doutorado em curso em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (2026). Atualmente é técnico administrativo da Universidade Federal de Uberlândia exercendo a função de coordenador da Divisão de Fomento à Programas e Projetos. Tem experiência na área de Ciências Ambientais, com ênfase em Fontes Renováveis de Energia e Conservação dos Recursos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão de resíduos sólidos, indicadores de sustentabilidade ambiental, uso racional de energia elétrica e infraestrutura em pesquisa

Luís de Lima, Universidade Federal de Uberlândia

Atualmente é doutorando em Geografia (Linha: Estudos ambientais e geotecnologias) na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Possui curso técnico em Química pela Escola Técnica em Química de Uberlândia - registro no CRQ/MG N 02401134 2 Região (1976); graduação em Química pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Guaxupé (1982); pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior PUC/MG (1984); pós-graduação em Planejamento Ambiental IG/UFU (1997) e mestrado em Geografia pelo Programa de Pós- Graduação em Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (2015). É ex coordenador do Eixo - 3 Meio Ambiente e Saúde do Programa de Formação Continuada para Docentes do Ensino Básico - FACED/UFU/PROEX; ex membro do CIEA - Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do SEMAD/MG - Regional do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba e ex membro do CEMAS - Centro de Meio Ambiente e Sustentabilidade - PROEX/UFU. Foi professor e formador de educação ambiental do RENAFOR/MEC/UFU - Pólo de Uberlândia/MG e Ituiutaba/MG. Atualmente é pesquisador na área de biomonitoramento de recursos hídricos e desenvolvimento sustentável; pesquisador do GEPEDI - Grupo de Estudos e Pesquisa em Didática Desenvolvimental e Profissionalização Docente UFU. É membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB/Uberlândia; membro da Comissão de Direitos Educacionais da OAB/Uberlândia e diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ONG Instituto Pró-Cidade Futura. É professor aposentado de Química na Educação Básica (PEB) na Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais - SEE/MG, além de ser consultor hídrico ambiental.

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Publicado

2026-07-01

Como Citar

Pereira, M. J., & de Lima, L. (2026). EDUCAÇÃO AMBIENTAL NÃO FORMAL: O POTENCIAL DA RELIGIÃO COMO AGENTE FORMADOR EM UBERLÂNDIA-MG. Revista Territorium Terram, 9(18), 248–263. Recuperado de http://www.seer.ufsj.edu.br/territorium_terram/article/view/6069