DESENVOLVIMENTO DE UM WEBGIS PARA O GEOTURISMO EM BRUMADINHO (MINAS GERAIS, BRASIL)
INTEGRAÇÃO DE ATRATIVOS, GEODIVERSIDADE E INFRAESTRUTURA DE APOIO EM AMBIENTE CARTOGRÁFICO INTERATIVO
Palavras-chave:
Geoturismo, WebGIS, Geodiversidade, Brumadinho, Quadrilátero FerríferoResumo
O geoturismo constitui uma modalidade de turismo associada à interpretação, à valorização e à conservação da geodiversidade e do patrimônio geológico, articulando conteúdos geológicos, geomorfológicos, paisagísticos e culturais. Em Brumadinho (Minas Gerais), inserido no Quadrilátero Ferrífero, esse potencial convive com forte herança minerária, patrimônio cultural expressivo e atrativos de projeção regional e internacional, mas as informações de interesse para a visitação ainda se encontram dispersas em diferentes fontes. Este artigo apresenta o desenvolvimento e a validação funcional de uma aplicação WebGIS voltada ao geoturismo no município, construída com tecnologias livres e de código aberto (HTML, CSS, JavaScript e Leaflet), com dados estruturados em GeoJSON e apoio instrumental de inteligência artificial generativa na etapa de programação. A aplicação integra o limite municipal, dez atrativos de interesse geoturístico e turístico associado, organizados em seis categorias temáticas, além de camadas de mobilidade e infraestrutura de apoio, como vias, hospedagem, alimentação, serviços e saúde. Também foram implementadas ferramentas de busca, controle de camadas, medição de distâncias, geolocalização, mapa de referência e alternância entre bases cartográficas. A validação incluiu conferência das coordenadas, integridade dos arquivos, funcionamento das camadas e revisão humana do código e dos conteúdos gerados com assistência de IA. Os resultados demonstram a viabilidade de uma solução leve, executável no navegador e independente de servidor dedicado, com potencial para apoiar a comunicação geocientífica, a interpretação territorial e o planejamento da visitação. O estudo também explicita limitações relacionadas ao uso de fontes secundárias, à conectividade e à ausência de inventário sistemático de geossítios, indicando caminhos para o aprimoramento da ferramenta.
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